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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O TESTEMUNHO CRISTÃO – DISCIPLINA ECLESIÁSTICA


“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na Terra terá sido ligado nos Céus, e tudo o que desligardes na Terra terá sido desligado nos Céus.” Mateus 18:18.

Os estudos anteriores da série “O Testemunho Cristão”, frisam a necessidade que o crente tem de dar bom testemunho, refletindo a glória de Cristo em seu modo de viver. Mas como agir quando o mau testemunho cresce e se torna escândalo? Como agir ao ver, ou saber que alguém está dando mau testemunho? A atitude mais comum é ignorar e agir na filosofia do “cada um na sua” e “deixa disso”. Mas será que o individualismo é aplicável em todos os casos? Talvez seja a saída mais conveniente, humanamente falando, e que conceda certa sensação de “imunidade”, haja visto o grande risco que se corre ao tentar corrigir ou orientar alguém que está cego na prática do mal. Mas em se tratando da Igreja, essas conveniências humanas precisam ser abdicadas em função de um bem comum e muito mais elevado: a saúde espiritual da própria Igreja (1 Co 5:6-8). Não se trata de farisaísmo, apedrejamento, ou um tipo de “caça às bruxas”, mas se o mau testemunho em si é pecado, e está ligado a outros tipos de erro, não se pode ignorar e balançar os ombros como quem diz: “Não estou nem aí, que se dane!” O crente não pode “nem estar aí” para com a saúde espiritual de seus irmãos e da própria Igreja. O pecado precisa ser combatido, pois se a Igreja tolerar o pecado, não o combatendo, ela perde a sua identidade, não glorifica a Deus, e aos poucos, vai morrendo com um câncer que a corrói e contamina os outros membros. É necessário que haja disciplina na Igreja, mas praticada com amor e misericórdia, tendo como base o que Jesus estabeleceu em Mt 18:15-18.