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domingo, 2 de outubro de 2016

31 DE OUTUBRO – DIA DA REFORMA PROTESTANTE

“Estou plenamente certo de que aquEle que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Filipenses 1:6.

A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão iniciado no século XVI por Martinho Lutero, que, através da publicação de suas 95 teses, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas (Sola Fide – Somente a Fé, Sola Gracia – Somente a Graça, Sola Scriptura – Somente a Escritura, Solus Christus – Somente Cristo e Soli Deo Gloria – Somente a Deus Glória).

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento. O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.

A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero. A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como Valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lyon que se converteu ao Cristianismo por volta de 1174. Ele decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.

No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as ideias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante. Martinho Lutero, aos 46 anos de idade. Essas teses condenavam a “avareza e o paganismo” na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.

A Reforma Protestante foi o movimento guiado por Deus que mudou a história do mundo. Hoje, nós que somos uma Igreja Reformada, temos o dever de manter acesa essa chama da Verdade da Palavra de Deus, através da pregação e prática da sã doutrina. Saiba mais sobre a Reforma, entre em nosso site e blog e leia essa mensagem completa, ou fale com o Pr. Paulo e tenha esse material impresso. Deus te abençoe!

“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, [...] Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.” 1 Pedro 5:10.

Pastoral boletim outubro da IPB de Brasilândia
Autor: Pr. Alderi de Souza Matos (ampliado).
SDG!!!

domingo, 1 de novembro de 2015

POR QUE A IGREJA PRECISA RETORNAR À REFORMA

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras.” Apocalipse 2:4-5a.

A Reforma Protestante do Século XVI foi o maior movimento na igreja cristã depois do Pentecostes. Foi uma volta ao Cristianismo puro e simples, uma retomada da doutrina apostólica, um retorno às Escrituras. A Igreja havia se desviado da verdade, e introduzido outras doutrinas e práticas: culto às imagens, mediação dos santos, veneração a Maria, salvação pelas obras, confessionário, purgatório, relíquias, indulgências e infalibilidade papal, foram alguns dos maiores desvios. Deus preparou o momento e as pessoas certas para essa volta às Escrituras. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixando nas portas da Igreja de Wittenberg suas 95 teses, deflagrou esse decisivo movimento.

Hoje, a Igreja evangélica brasileira precisa voltar à Reforma, pois em grande parte desviou-se do caminho da ortodoxia. As verdades essenciais da fé evangélica estão ausentes de muitos púlpitos, e novidades estranhas às Escrituras têm sido introduzidas.

O liberalismo que devastou as Igrejas na Europa, e na América do Norte chegou às terras brasileiras, e seu fermento maldito tem sido espalhado e assaltado muitas Igrejas que já não creem mais na inerrância e suficiência das Escrituras. Até a criação é desacreditada, e o mundanismo invadiu muitas Igrejas.

O misticismo prevalece em muitos púlpitos, onde prega-se prosperidade, e não salvação; curas e milagres, e não arrependimento e novo nascimento. O lucro substituiu a mensagem da salvação e muitas Igrejas se transformaram em empresas, púlpitos em balcões, o Evangelho em produto, e crentes em consumidores.

Muitas Igrejas se acomodaram a uma ortodoxia morta. É preciso conhecer a Verdade e ser transformado pela Verdade. Teologia pura e vida santa andam de mãos dadas. Porém, em muitos contextos a ortodoxia está distante da ortopraxia. A Reforma restaurou não apenas a supremacia das Escrituras e a primazia da pregação, mas enfatizou a necessidade de uma vida piedosa. Não se separa teologia da vida, doutrina da prática, ortodoxia da piedade. Necessitamos de um legítimo reavivamento, que traga vida espiritual verdadeira manifesta em santidade, compromisso, empolgação, disposição e alegria para a obra de Deus, interesse pela Bíblia, vida de oração, comunhão, evangelismo e missões. Esse é o verdadeiro crescimento que a Igreja precisa buscar. Essa é a obra da Reforma!

Rev. Hernandes Dias Lopes (adaptado)
IPB de Brasilândia, pastoral boletim de novembro.