domingo, 10 de julho de 2016

JESUS O CORDEIRO, REI SALVADOR


“Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?” Isaías 53:1.

A Palavra de Deus nos apresenta de modo magistral, a vinda do Messias nesse texto sagrado do Profeta Isaías. Ele que viveu cerca de 700 anos antes do nascimento de Cristo, é considerado por muitos estudiosos e teólogos como o “evangelista do Antigo Testamento”, dada a quantidade de textos em que a vinda do Senhor Jesus e Sua obra são apresentados. Aqui mesmo, o sacrifício, morte e ressurreição do Senhor são descritos em detalhes, minuciosamente, e a obra da expiação, redenção e justificação são reveladas. O presente texto foi escrito 700 anos a.C., como a Palavra de Deus é maravilhosa, Deus Se revela através de Sua santa e bendita Palavra!

Aqui Jesus é apresentado como o Cordeiro de Deus, o Rei que Se sacrificou em nosso lugar. Abra o seu coração e verifique, constate a obra que Ele fez para te salvar e te conduzir aos Céu.

1 – Jesus Se humilhou, sofreu
“Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; Homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de Quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dEle não fizemos caso. ” Isaías 53:3.

O sofrimento a que Cristo Se submeteu é de magnitude inimaginável. O que Ele passou para nos trazer a redenção vai muito além de nossa capacidade de raciocínio e entendimento, pois Ele estava cumprindo as exigências da Lei de Deus, pagando por nossa salvação, expiando a nossa culpa, levando sobre Si todas as iniquidades de todos os eleitos de todas as épocas e gerações antes e depois dEle. Ali na Cruz, Deus O moeu em nosso lugar (Is 53:5,10) e isso foi necessário para que pudéssemos ser salvos. O Senhor Jesus submeteu-Se a tudo isso, O Seu sofrimento precisa ser compreendido, do contrário haverá naturalmente um desprezo por tudo que Ele fez. Essa é precisamente uma das grandes causas do esfriamento espiritual da Igreja de nossos dias. Se o que Jesus fez não tem valor, o Seu sacrifício, o Sangue vertido e todo sofrimento é menosprezado em vidas cheias de pecado, podridão e morte. 

JUSTOS E ÍMPIOS – CONTRAPOSIÇÕES

“A boca do justo profere a sabedoria, e a sua língua fala o que é justo. No coração, tem ele a Lei do seu Deus; os seus passos não vacilarão”. Salmos 37:30-31.

O Livro dos Salmos contém diversos textos em que se nota claramente uma contraposição constante entre o proceder dos justos e dos ímpios. Obviamente o Senhor quer nos ensinar a viver dentro de um padrão de comportamento que Lhe é agradável e aprazível, e portanto, quer nos orientar nesse sentido. Cabe a nós observarmos o que Ele diz e buscarmos seguir esse padrão de vida e comportamento.

Geralmente, ao lermos o Salmos 37, nos prendemos em textos clássicos, como por exemplo os versículos 4-5, 8, 10, 23-25. Muitas vezes não nos atentamos ao restante dos Salmos, mas uma leitura mais acurada e minuciosa nos revelará quantas riquezas estão aqui contidas, e como essas verdades estão entrelaçadas. Por exemplo, os vs.4-5, se lidos isoladamente, trarão a falsa ideia de que Deus está disposto e pronto (quase que obrigado, conforme a “teoria da prosperidade”) a fazer tudo que o homem quiser. Porém, o versículo 31 nos diz que o justo tem no coração a Lei de Deus, portanto os desejos do seu coração devem ser alinhados com o coração de Deus, aquilo que é revelado na Lei, isto é, na a Bíblia Sagrada. Se o coração não é de acordo com a Lei de Deus, obviamente não é de se esperar que Deus faça algo, ainda que se ore com intensidade. E mais: se ele de fato entrega o seu caminho ao Senhor e confia nEle que o mais Ele o fará (vs.5), certamente seus passos não vacilarão (vs.31).

Três contraposições específicas

Focarei nessa palavra apenas os vs. 30-31, que nos falam ricamente acerca do procedimento do justo e o modo como ele vive e é notado perante crentes e não crentes. Isso é de extrema importância, haja visto que, segundo o Senhor Jesus, nós somos o sal da Terra e a luz do mundo (Mt 5:13-16). Como temos influenciado as pessoas em nosso derredor? Sabemos que de todas essas coisas Deus nos pedirá contas um dia (Ec 11:9). Vejamos, portanto quais são essas três contraposições.

sábado, 9 de julho de 2016

OS DEGRAUS DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL



“[...] por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento” 2 Pedro 1:5.

Já percebeu como os degraus fazem parte da vida das pessoas? Em todos os lugares há degraus, seja nas casas, prédios, estádios, montanhas, e até nas pirâmides. Há relatos históricos de arqueológicos de Djozer, faraó egípcio da antiga dinastia (2700 aC) que teria ordenado a construção de uma pirâmide com degraus. Porém, o relato bíblico mais antigo de uma escada com degraus está em Gn 28:12 (Jacó teria vivido até 1641 aC). Estudiosos concordam que hebreus e egípcios foram os primeiros a construir escadas.

“As escadas evoluíram historicamente de um elemento prático para o elemento religioso. Inicialmente criada para dar acesso a áreas mais altas, como casas sobre pilotis ou inclinações muito íngremes, foram adotadas pela religião como forma de ascender aos céus. As primeiras escadas registradas foram as de mão, móveis ou não, estas eram muito limitadas e com o surgimento de edifícios cada vez mais altos, surgiram as escadas de pedra.” EngArch Engenharia. (http://engarchengenharia.blogspot.com.br/2013/08/escadas.html).

Nesse estudo enfocaremos os elementos bíblicos de 2 Pedro 1:5 como degraus de uma escada, onde a elevação espiritual é o nosso foco comum, buscando crescer e subir de um nível para outro, espiritualmente falando. A orientação de Deus é clara: devemos associar as qualidades espirituais aqui apresentadas, que como os elos de uma corrente devem se unir fortalecendo as diversas partes da nossa espiritualidade. Como num mapa, passo a passo somos orientados por Deus até encontrarmos o tesouro: o pleno conhecimento de Deus (vs.8).

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O TESTEMUNHO CRISTÃO - SEGREDOS IMPORTANTES

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus”. Mateus 5:13-16.

A busca por uma vida plena e que agrade a Deus requer de nós alguns esforços e até sacrifícios. Ser sal da Terra e luz do mundo é nossa prioridade, mas precisamos conviver com os ímpios no intuito de evangeliza-los. Não podemos sair do mundo, mas o Senhor quer nos livrar do mal que há no mundo (Jo 17:17).

A – Fuja das más companhias
No Salmo 1 temos bons conselhos para resistirmos ao pecado, evitando as más companhias: não andando segundo os seus conselhos, não se detendo em seus caminhos, e nem se assentando com os escarnecedores. Há um ditado popular que diz: “quem anda com porco, come farelo, e quem anda com morcego, acaba dormindo de cabeça para baixo”. Um outro dito popular muito sábio também diz: “me diga com quem tu andas, e eu direi quem tu és”. Em 1 Co 15:33 lemos que “As más conversações corrompem os bons costumes”. Faça amizades sólidas no meio do povo de Deus, ande com o povo de Deus.

B – Evite o tempo ocioso
“Mente vazia é oficina de diabo”. Davi caiu em adultério em um dia em que o povo saiu para a batalha, e ele ficou ocioso no palácio. Sem estar trabalhando, ou lendo um bom livro, ou praticando algum esporte, viu uma mulher se banhando e gastando tempo na visão do mal, logo concebeu um plano para pecar (2 Sm 11:1-5). Bate-Seba também não deu um bom testemunho ao se banhar em um local que era visível a outras pessoas. Obviamente ela deveria ter feito isso em um local apropriado, e de preferência com as janelas fechadas. Leia a Bíblia, leia bons livros (cristãos de preferência, peça orientação ao pastor na escolha), estude, trabalhe, etc., mas não deixe a sua mente vazia.

terça-feira, 5 de julho de 2016

PERDER PARA GANHAR


“Então, a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei (porque o amor materno se aguçou por seu filho) e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis” 1 Reis 3:26a.

A história relatada nesse texto é impressionante, pois mostra um quadro único na Bíblia, e que certamente foi de difícil solução. Duas mulheres afirmavam que o bebê era delas, e buscaram no Rei Salomão uma saída para o dilema. O Rei, nesse contexto, tinha as atribuições de juiz também, ou seja, o que ele resolvesse seria feito. Foi então que Salomão manda que lhe trouxessem uma espada e diz o inesperado: dividam o menino em duas partes e cada uma leva metade para casa. A reação da mãe legítima foi imediata e linda de se pensar: “Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis” (vs.26a), enquanto a outra mulher dizia: “Nem meu nem teu; seja dividido” (vs.26b). Obviamente o menino não foi morto e a primeira mulher foi identificada como a mãe da criança por causa do amor.

Quantas lições de vida esse texto nos mostra! Gostaria de refletir em algumas delas.

1 – Amor x ódio. Vemos claramente que a mãe verdadeira estava disposta a perder a guarda de seu filhinho, em prol da sua sobrevivência, enquanto que a falsa mãe não se importava nem um pouco com isso. O que fez com que uma mãe abrisse mão da convivência, criação, cuidado, etc., que toda mãe tanto ama praticar? O amor! O que gerou no coração de uma mulher o desejo de ver uma criança partida ao meio? De onde procede tamanha crueldade? O ódio dominava a sua mente, pensamentos, sentimentos, etc. A maldade tomara conta de sua alma, gerando inveja contra a mãe verdadeira, e uma angústia em saber que ela não teria seu filhinho nos braços, enquanto a outra teria. Além de matar seu próprio filho, ainda que acidentalmente, ela estava tão cega pelo ódio, que nem se preocupou em proporcionar um enterro decente a ele. Em busca de “ganhar” aquela causa, cheia de ódio estava disposta a matar um ser tão inocente e indefeso. Em total contraposição, por causa do amor, a mãe legítima estava disposta a perder a guarda do filho, para saber que ele viveria, cresceria, se tornaria um homem, e seria feliz.

domingo, 3 de julho de 2016

REFERÊNCIAS DO PASTOR DE ALMAS


“Porque vós mesmos sabeis, irmãos, que a nossa entrada entre vós não foi vã”. 1 Ts 2:1.

Um dos problemas do mundo moderno é a perda de referências, ou pelo menos de referências cristãs. O humanismo traz a ideia de “personalidades ilhas”, ou seja, “seja você mesmo”, “não dependa das pessoas”, “não siga exemplos e padrões”, “faça do seu jeito, do jeito que lhe agrade, do jeito que mandar o seu coração”. Mas as referências existem, referências de conduta de artistas, da música, e até de terroristas, bandidos e assassinos, prova disso é o grande número de admiradores de Che Guevara. A Igreja também sofre com essa tendência de perda de referências, por isso necessitamos renovar, refrescar e fortalecer sempre nossa mente e coração com as referências sólidas de conduta e comportamento que a Bíblia nos apresenta.

O testemunho de Paulo serve para os líderes e crentes em geral, pois ele é apresentado na Bíblia como um Apóstolo de Cristo. Além disso é inegável que apesar de seus defeitos, após sua conversão ele foi transformado pela graça de Deus e feito nova criatura em Cristo Jesus. Por isso líderes e leigos tem em Paulo uma referência, um exemplo e modelo de vida cristã a ser seguido.

Além disso, na Bíblia Deus está falando conosco através do exemplo de vida de Paulo. Nos acertos dele temos os ensinamentos de vida, o exemplo a ser seguido; nos desacertos vemos a graça de Deus em ação na vida dele, assim como Deus age em nossa própria vida.

O pastor de almas

Paulo foi apóstolo, missionário, evangelista e pastor. Em síntese, servo. Não é fácil ser pastor, todo pastor de almas precisaria seguir o padrão bíblico em seu proceder. Usei o pretérito imperfeito justamente porque não é o que se observa em 100% dos casos. Nesse texto de 1 Tessalonicenses temos vários ensinamentos acerca do que Deus espera de Seus pastores. Notemos então, qual é a forma na qual o Senhor quer moldar os Seus servos. 

OLHE PARA JESUS


“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.” Hebreus 12:2.

É tarefa do Espírito Santo fazer nossos olhos volverem-se do nosso “eu” para Jesus. A obra de satanás consiste no oposto disso.

Ele está constantemente tentando nos levar a contemplar a nós mesmos, em vez de contemplarmos a Jesus. O inimigo insinua: “Seus pecados são grandes demais para que você seja perdoado; você não tem fé. Não se arrepende o suficiente. Nunca conseguirá continuar até ao fim. Você não tem a alegria dos filhos dEle. Se agarra a Jesus de forma muito fraca”. O diabo implanta pensamentos a respeito do “eu”, porém nunca encontraremos a consolação da segurança olhando para o nosso íntimo. Todavia, o Espírito Santo remove completamente os nossos olhos do “eu”. Ele nos diz que nada somos e que “Cristo é tudo em todos” (Cl 3:11). Por conseguinte, lembre-se: não é o seu agarrar-se a Cristo que o salva, e sim o próprio Cristo. Não é a sua alegria em Cristo que o salva; é Cristo. Tampouco é a fé em Cristo que o salva, embora ela seja o instrumento – é o Sangue e os méritos de Cristo.

Então, não olhe tanto para si mesmo e para o seu agarrar-se a Cristo – olhe para o próprio Cristo. Não olhe para sua esperança, mas para Jesus, a fonte de sua esperança. Não olhe para sua fé, mas para Jesus, o Autor e Consumador de sua fé. Nunca encontraremos felicidade olhando para as nossas orações, nossas realizações, nossos sentimentos. Aquilo que Jesus é – e não aquilo que nós somos – nos outorga descanso à alma. Se queremos vencer satanás e ter paz imediata com Deus, isso tem de acontecer tão somente por olharmos para Jesus. Apenas mantenha os seus olhos fitos nEle. 

Permita que a morte, os sofrimentos, os méritos, as glórias e a intercessão de Jesus se tornem recentes em sua mente. Após acordar, nesta manhã, olhe para Jesus. Quando for dormir à noite, olhe para Jesus. Oh, não permita que suas esperanças ou temores se interponham entre você e Jesus. Faça esforços para segui-Lo e Ele nunca lhe falhará!

Por: C. H. Spurgeon (1834-1892).
Pastoral de julho, IPB de Brasilândia.