domingo, 3 de julho de 2016

REFERÊNCIAS DO PASTOR DE ALMAS


“Porque vós mesmos sabeis, irmãos, que a nossa entrada entre vós não foi vã”. 1 Ts 2:1.

Um dos problemas do mundo moderno é a perda de referências, ou pelo menos de referências cristãs. O humanismo traz a ideia de “personalidades ilhas”, ou seja, “seja você mesmo”, “não dependa das pessoas”, “não siga exemplos e padrões”, “faça do seu jeito, do jeito que lhe agrade, do jeito que mandar o seu coração”. Mas as referências existem, referências de conduta de artistas, da música, e até de terroristas, bandidos e assassinos, prova disso é o grande número de admiradores de Che Guevara. A Igreja também sofre com essa tendência de perda de referências, por isso necessitamos renovar, refrescar e fortalecer sempre nossa mente e coração com as referências sólidas de conduta e comportamento que a Bíblia nos apresenta.

O testemunho de Paulo serve para os líderes e crentes em geral, pois ele é apresentado na Bíblia como um Apóstolo de Cristo. Além disso é inegável que apesar de seus defeitos, após sua conversão ele foi transformado pela graça de Deus e feito nova criatura em Cristo Jesus. Por isso líderes e leigos tem em Paulo uma referência, um exemplo e modelo de vida cristã a ser seguido.

Além disso, na Bíblia Deus está falando conosco através do exemplo de vida de Paulo. Nos acertos dele temos os ensinamentos de vida, o exemplo a ser seguido; nos desacertos vemos a graça de Deus em ação na vida dele, assim como Deus age em nossa própria vida.

O pastor de almas

Paulo foi apóstolo, missionário, evangelista e pastor. Em síntese, servo. Não é fácil ser pastor, todo pastor de almas precisaria seguir o padrão bíblico em seu proceder. Usei o pretérito imperfeito justamente porque não é o que se observa em 100% dos casos. Nesse texto de 1 Tessalonicenses temos vários ensinamentos acerca do que Deus espera de Seus pastores. Notemos então, qual é a forma na qual o Senhor quer moldar os Seus servos. 

OLHE PARA JESUS


“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.” Hebreus 12:2.

É tarefa do Espírito Santo fazer nossos olhos volverem-se do nosso “eu” para Jesus. A obra de satanás consiste no oposto disso.

Ele está constantemente tentando nos levar a contemplar a nós mesmos, em vez de contemplarmos a Jesus. O inimigo insinua: “Seus pecados são grandes demais para que você seja perdoado; você não tem fé. Não se arrepende o suficiente. Nunca conseguirá continuar até ao fim. Você não tem a alegria dos filhos dEle. Se agarra a Jesus de forma muito fraca”. O diabo implanta pensamentos a respeito do “eu”, porém nunca encontraremos a consolação da segurança olhando para o nosso íntimo. Todavia, o Espírito Santo remove completamente os nossos olhos do “eu”. Ele nos diz que nada somos e que “Cristo é tudo em todos” (Cl 3:11). Por conseguinte, lembre-se: não é o seu agarrar-se a Cristo que o salva, e sim o próprio Cristo. Não é a sua alegria em Cristo que o salva; é Cristo. Tampouco é a fé em Cristo que o salva, embora ela seja o instrumento – é o Sangue e os méritos de Cristo.

Então, não olhe tanto para si mesmo e para o seu agarrar-se a Cristo – olhe para o próprio Cristo. Não olhe para sua esperança, mas para Jesus, a fonte de sua esperança. Não olhe para sua fé, mas para Jesus, o Autor e Consumador de sua fé. Nunca encontraremos felicidade olhando para as nossas orações, nossas realizações, nossos sentimentos. Aquilo que Jesus é – e não aquilo que nós somos – nos outorga descanso à alma. Se queremos vencer satanás e ter paz imediata com Deus, isso tem de acontecer tão somente por olharmos para Jesus. Apenas mantenha os seus olhos fitos nEle. 

Permita que a morte, os sofrimentos, os méritos, as glórias e a intercessão de Jesus se tornem recentes em sua mente. Após acordar, nesta manhã, olhe para Jesus. Quando for dormir à noite, olhe para Jesus. Oh, não permita que suas esperanças ou temores se interponham entre você e Jesus. Faça esforços para segui-Lo e Ele nunca lhe falhará!

Por: C. H. Spurgeon (1834-1892).
Pastoral de julho, IPB de Brasilândia.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

VIDA CRISTÃ ABUNDANTE (6) O TESTEMUNHO CRISTÃO

“Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.”  3 João 11.

TEXTOS PRELIMINARES
Js 3:1-6; Sl 1:1-6; Mt 5:13-16; 18:6-9; 18:15-20; 1 Co 6:12-20; 2 Co 6:14-7:1

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

1 – Sou um representante de Jesus e de Sua Igreja.
A partir do momento que assumi o compromisso com o Reino de Deus, tenho que zelar com mais cuidado de minhas atitudes, pois estarei sendo seu representante aqui na Terra.

O nome de Deus e o da Igreja podem ser desvalorizados a partir do momento em que afirmo que sou cristão e vivo como se não o fosse (Rm 2:24).

Assim, a evangelização é prejudicada, pois não adianta convidarmos nossos queridos para nos seguirem, se o que cremos não alterou a nossa vida.

2 – Alguns pecados são mais notórios e levam a juízo.
Foi o que disse o apóstolo Paulo em 1 Tm 5:24; isto é, há certos tipos de comportamentos que escandalizam mais que outros. Por exemplo: os ímpios não estão acostumados a ver um cristão “suicidando-se” com o cigarro. Ver uma pessoa fumando é mais fácil do que ver uma pessoa com o coração cheio de inveja e amargura. A inveja é um pecado horrível, mas não se manifesta com facilidade, como outros tipos de comportamento nocivos e contrários à Palavra de Deus. Mt 18:6-9 fala-nos da gravidade do escândalo.

3 – Cuidado com o diabo, ele é sutil.
Nosso arqui-inimigo aproveita, com facilidade, cada oportunidade para tentar escandalizar o nome de Jesus. Temos que ter cuidado, muita vigilância, para resistirmos ao inimigo. É possível resisti-lo, conforme nos diz Tiago 4:7.

domingo, 26 de junho de 2016

DESMASCARANDO O HUMANISMO!!!



“Porquanto, nEle [Cristo], habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Colossenses 2:9.

A diferença do Cristianismo e todas as outras religiões do mundo, é a pessoa de Cristo e Sua natureza definitiva. A autoridade de Cristo é de suma importância para a nossa fé, e Quem O legitima é o próprio Deus, que O ressuscitou, confirmando Seu Ministério. Esse ponto é combatido por pensadores modernos, culturalmente escravizados e que não creem na autoridade de Jesus, mas fazem do Iluminismo (movimento intelectual do século XVIII) sua base de reflexão, onde a autoridade de Jesus é vista como “uma projeção relutante de um indivíduo autônomo do passado”. Porém, a visão contracultural evangélica crê e defende que a autoridade de Jesus Cristo é inerente à Sua pessoa, sendo esta uma cosmovisão que existe e resiste sob a autoridade e soberania do próprio Cristo. A mentalidade de dois humanistas do passado, forjaram o pensamento do mundo moderno: Nietzche (1844), um louco que decretou a “morte de Deus”, ensinava que tudo poderia ser dominado e controlado, e que rejeitar as tradições era elementar para se “alcançar a emancipação de toda forma de servidão intelectual ou social”. Na verdade, ele mesmo promoveu essa servidão. Feuerbach (1804) declarou a divinização da própria humanidade, que para ele deveria ser vista como “deus”, e que “as origens da experiência religiosa interpretada como ‘Deus’ se achavam na alienação sócio-econômica”. Contudo, foi a invenção desse “deus humanista” que fez surgir aberrações como nazismo e stalinismo, dois dos regimes mais opressores da história humana, onde milhões foram trucidados em programas de genocídio que até hoje estarrecem a humanidade. Portanto, a fé evangélica tem todo direito e dever de questionar o pensamento humanista, como cultura ilusória e opressora que é, e através da qual o poder humano e sua busca se tornam a influência que controla e governa a sociedade. Em contraposição ao humanismo, a fé na autoridade de Jesus não é um tipo de escravização, mas o compromisso libertador com Quem nos livra de sermos escravos da opressão de um mundo faminto por poder.

A obra de Cristo – Sua vida, morte e ressurreição – é a base na qual a vida cristã autêntica é inspirada e formada. O entendimento cristão acerca de Cristo baseia-se em:

1. Sua importância revelacional: “Jesus é a personificação e a auto-revelação de Deus”.

2. Sua importância soteriológica (“sotér” = salvação), a salvação só é possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

domingo, 19 de junho de 2016

ELE TE HUMILHOU!


“Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem.” Deuteronômio 8:3.

É muito estranho para os nossos padrões de pensamento entender que Deus nos humilha, e mesmo assim Ele É bom, amoroso, perfeito. Estranho porque esses padrões que influenciam nosso pensamento não provém da Palavra de Deus, mas de conceitos, filosofias e ideologias humanas e distantes da revelação de Deus ao homem, a Bíblia. Deus pode nos humilhar sim, e não tem nenhum problema nisso, pelo contrário, se for o método escolhido por Ele para nos ensinar, disciplinar, orientar e guiar, que assim seja. Será o melhor, porque o que provém dEle é sempre o melhor! O nosso Deus É Santo, Santo, Santo! Se Ele nos humilhar será com santidade que fará isso, e será para:

1 - Nos ensinar a cumprir Seus mandamentos (vs.1a). O cumprimento das Leis de Deus está ligado diretamente à nossa submissão e humildade. Se não formos humildes jamais obedeceremos. Um breve conhecimento do AT já nos mostra a dimensão do orgulho e dureza de coração do povo de Israel. Nós não somos muito diferentes deles, por isso Deus também nos humilha para quebrar nosso orgulho e nos ensinar a obediência na escola da fé e da submissão. 

2 - Que sejamos abençoados - “vivais, vos multipliqueis, entreis e possuais a terra” (vs.1b). Naquele contexto essa era a maior bênção que o povo de Deus deveria almejar. O cumprimento dos mandamentos, era o pré-requisito para que eles fossem um povo abençoado. Era necessário que eles vivessem vencendo os perigos; se multiplicassem, tornando-se um povo numeroso; entrassem e possuíssem a Terra Prometida. Assim também, Deus trabalha em nossa vida para que sejamos alcançados por bênçãos celestiais.

HEDONISMO CRISTÃO


6 Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nEle,
7 nEle radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.
8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; 
9 porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. 
10 Também, nEle, estais aperfeiçoados.

Hedonismo é o “dedicação ao prazer como estilo de vida”. É um tipo de vida tipificada pela busca do prazer. A sociedade é extremamente hedonista, o ser humano é hedonista. Creio firmemente que nós, cristãos, precisamos buscar desenvolver um outro tipo de hedonismo, o hedonismo cristão, isto é, um estilo de vida focado na busca do prazer em Cristo. Isto sim está em falta em muitas Igrejas, lares e vidas de crentes. A dedicação pela obra de Deus e a vida piedosa está notoriamente em franco estado de declínio e extinção. Acontece que a nossa alma extremamente pecaminosa e nosso coração enganoso, não querem jamais cooperar com o tipo de vida que Cristo oferece. Daí a necessidade de forçarmos essa busca de modo consciente, focado, disciplinado e até intransigente. Do contrário estamos fadados ao fracasso.

John Piper fala sobre esse tema em seu livro “Em Busca de Deus” (Edições Vida Nova):

“[...] Hedonismo Cristão, a verdade que Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nEle. Nós louvamos o que gozamos porque o deleite é incompleto até que seja expresso em louvor. Se não nos fosse permitido falar daquilo que valorizamos, celebrar aquilo que amamos e louvar aquilo que admiramos, nossa alegria não seria completa. Então, se Deus nos ama o suficiente para tornar nossa alegria completa, Ele deve não somente dar-nos Ele próprio; Ele deve também conquistar de nós o louvor de nossos corações – não porque Ele precisa sustentar alguma fraqueza nele mesmo ou nos compensar por alguma deficiência, mas porque Ele nos ama e busca a plenitude da nossa alegria, que pode ser encontrada apenas em conhecê-Lo e louvá-Lo, o mais excelente de todos os seres.” (Voltemos ao Evangelho).

Como conseguir atingir essa meta? É sobre isso que irei discorrer nessa mensagem.

domingo, 1 de maio de 2016

CRISTO VENCEU O HUMANISMO!!!


“Porquanto, nEle [Cristo], habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Colossenses 2:9.

A diferença do Cristianismo e todas as outras religiões do mundo, é a pessoa de Cristo e Sua natureza definitiva. A autoridade de Cristo é de suma importância para a nossa fé, e Quem O legitima é o próprio Deus, que O ressuscitou, confirmando Seu Ministério. Esse ponto é combatido por pensadores modernos, culturalmente escravizados e que não creem na autoridade de Jesus, mas fazem do Iluminismo (movimento intelectual do século XVIII) sua base de reflexão, onde a autoridade de Jesus é vista como “uma projeção relutante de um indivíduo autônomo do passado”. Porém, a visão contracultural evangélica crê e defende que a autoridade de Jesus Cristo é inerente à Sua pessoa, sendo esta uma cosmovisão que existe e resiste sob a autoridade e soberania do próprio Cristo. A mentalidade de dois humanistas do passado, forjaram o pensamento do mundo moderno: Nietzche (1844), um louco que decretou a “morte de Deus”, ensinava que tudo poderia ser dominado e controlado, e que rejeitar as tradições era elementar para se “alcançar a emancipação de toda forma de servidão intelectual ou social”. Na verdade, ele mesmo promoveu essa servidão. Feuerbach (1804) declarou a divinização da própria humanidade, que para ele deveria ser vista como “deus”, e que “as origens da experiência religiosa interpretada como ‘Deus’ se achavam na alienação sócio-econômica”. Contudo, foi a invenção desse “deus humanista” que fez surgir aberrações como nazismo e stalinismo, dois dos regimes mais opressores da história humana, onde milhões foram trucidados em programas de genocídio que até hoje estarrecem a humanidade. Portanto, a fé evangélica tem todo direito e dever de questionar o pensamento humanista, como cultura ilusória e opressora que é, e através da qual o poder humano e sua busca se tornam a influência que controla e governa a sociedade. Em contraposição ao humanismo, a fé na autoridade de Jesus não é um tipo de escravização, mas o compromisso libertador com Quem nos livra de sermos escravos da opressão de um mundo faminto por poder.

A obra de Cristo – Sua vida, morte e ressurreição – é a base na qual a vida cristã autêntica é inspirada e formada. O entendimento cristão acerca de Cristo baseia-se em: (A) sua importância revelacional: “Jesus é a personificação e a auto-revelação de Deus”; (B) sua importância soteriológica (“sotér” = salvação), a salvação só é possível através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. (C) Sua importância mimética (adaptação, encarnação de Jesus), Ele não somente revela em Sua pessoa a salvação, mas todas as qualidades que o homem deve ter. (D) Sua importância doxológica (que presta louvor a Deus; “doxa” = glória), na relação existente entre a teologia e o modo como os cristãos prestam culto a Deus, adorando-O e orando em todo lugar. (E) Sua importância querigmática (“kérigma” = proclamação), Seu nome e obra precisam ser proclamados ao mundo. O evangelicalismo é Cristocêntrico, e se desenvolve na reafirmação inflexível da identidade de Jesus Cristo, reconhecendo a Sua encarnação virginal, vida de santidade inquestionável, sacrifício na Cruz, ressurreição e retorno eminente (sua importância) e iminente (prestes a acontecer). A vitória de Cristo sobre o humanismo é inquestionável.

Com extrações adaptadas de “Paixão Pela Verdade”, de Alister MacGrath (Vida Nova).
Que Deus te abençoe e te guarde! Seu servo em Cristo, Pr. Paulo.
Pastoral junho 2016.